Cada ponto fraco
estribuchado na calçada da avenida
tão movimentada.
Cada qual ser humano
com seu calcanhar de Aquiles,
e com uma felcha envenenada
para acertar o da frente da fila.
Isca.
Aquela palavra deixada
no chão sujo da Sé,
na poltrona do banco de ônibus,
aquela música na porta da faculdade,
um mensagem em offline no msn;
a minha isca.
Eu sempre mordo,
por mais que diga que já cansei.
Eu mordo,
sempre caio na isca e na rede,
por consequência.
Cada qual tem sua isca,
porque na verdade somos gigantes peixes
E eu sempre mordo a isca
Eu sempre mordo a isca
Eu sempre mordo a isca.
E a noite na minha cama
planejo rotas para essa fuga do seu anzol
mas eu sempre caio nessa mesma isca.