sábado, 27 de dezembro de 2008

Parte IV

“So they say you're trouble boy because you like to destroy all the things that bring idiots joy well what's wrong with a little destruction?”

Na época éramos assim, as pessoas nos odiavam, fazíamos parte de um movimento de contra cultura. Detestávamos o governo, e as musicas que tocavam na rádio.
Fazíamos panfletagem a favor da anarquia, colecionávamos heróis desconhecidos e nos orgulhávamos de conhecer um repertório diferente do usual.
Ela só saiu do movimento quando se enamorou pela minha primeira vítima.

Nós não tínhamos medo da polícia e somente para nos divertirmos após cada cena de vandalismo que realizávamos deixávamos nossa marca, por isso aquele bilhete em um bar qualquer não imprecionou-me, nem me deixou assustado. No entanto, na mesa a frente encontrava-se o delegado que estava cuidando das investigações e como no dia eu demonstrava claramente séria perturbação e o caso estendendo-se durante 2 meses qualquer coisa serviria a polícia e ele leu meu bilhete de confição.

Seu sangue jorrava em minhas mãos e com determinado prazer provei-o levando aos meus lábios. Matei-o, sim. E fui eu. E nunca mais você respirará esse ar e nunca mais terei de ver-te roubando o perfume de uma flor que é somente minha, única e exclusivamente minha e você roubou-a e enfeitiçou-a miseravelmente.

Seguiu-me por três ruas e por estar no meu miserável estado de espírito não reagi. Fui pego e preso. Confessei meu crime na delegacia, fui julgado e condenado.
Agora estou na cadeia e hoje, depois de 6 meses, encontrarei pela primeira vez a mulher que me faz escrever minhas desgraças. E não sei como encararei seus olhos me julgando fortemente.

Estendeu sua mão, tocou minha face e seus olhos suplicavam alguma explicação para tudo que eu tinha feito. E as únicas palavras que dirigiu a mim foram as mais frias e mais cortantes.

Você é responsável por tudo de ruim que estou sentindo. Por que fez isso?Se me quisesse tão bem, teria planejado essas lágrimas em meus olhos por tanto tempo?



E depois dessas, retrai-me e solicitei ser levado a minha antiga cela. Não pude nem ao menos, declarar meus sentimentos por ela, sendo que essa era a única razão por qualquer atrocidade.

Nos dias que se seguiram refleti sobre a situação e decidi contar-lhe tudo, mas sabia que jamais voltaria a sentir seu cheiro, ou escutar o som daqueles passos.
Por isso, pelo meu grande amor, decidi fazer o ato mais audacioso de toda minha frágil existência.
Com estratagemas avançados, fugiria daquela cela.