Eu queria era te escrever um soneto canônico porque por mais que diga que odeio essa métrica seria bom dizer que consigo fazê-lo.
Eu queria te surpreender todos os dias, te fazer o café da manhã e levá-lo na cama, dar beijos de despedida e dormir entrelaçada aos seus braços.
Eu queria te dar um canteiro de rosas até onde nossa vista alcançasse, e correr nele com as mãos dadas com você e quando parássemos te enxeria de beijos.
Eu queria me declarar todos os dias, escrever tudo que penso e perco na hora do banho, que deve ir para o ralo. E chego a pensar que meu ralo é um grande palheiro.
Eu queria.
Eu queria, meu desejo mais sincero, você aqui agora, sempre.