
E se em toda estrutura rimada
Não couber o sofrimento
E se em toda forma parnasiana
Não couber toda a dor
desse corpo dilacerado
Deveria, eu, abandonar
as folhas desse caderno?
E se nem o amor e eventualidades
cabem na poesia moderna
nem devem ser retratadas, e
mais nenhum grito revolucionário
me acusa no peito
Deveria, eu, abandonar
essas folhas?
10.12.2008