domingo, 11 de maio de 2008

Little

São rostos, mãos, abraços

Espalhados no meu dia corrido

Sentenças despregadas da verdade original dos fatos

E o desejo de ficar e o som de passos distantes.

A chuva caindo na nossa face

Encobrindo as lágrimas que escorrem há dias

E frases escritas a sangue

E sonhos contados as estrelas

Pequena leve-me pelas mãos,

Faça-me acreditar que o Sol nasceu para mim

E que esse orvalho não seca há tempos

Para somente encobrir nossas tristezas.

A terra revirada do ultimo tumulo

Espaço reservado a nós e a matéria que nos falta

Está a palmos de distância

Algo corre antes, e é nosso espírito e o que nos faz.

São recordações e retalhos

De dias que o sangue jorrou do nosso peito

E inundou as flores que nos cercavam

Invadindo a terra.

Mas nada mais faz diferença quando planejamos o ultimo suspiro.

À Little, minha pequena que me ensinou o que é amar e o que é ter a melhor risada ao seu lado.